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FHC canta música em hebraico


 

Israelitas aplaudem Serra em SP
Jorge Araújo
13.mar.2002/Folha Imagem

GABRIELA ATHIAS
DA REPORTAGEM LOCAL

O candidato do PSDB à Presidência da República, senador José Serra, foi saudado na noite de anteontem como futuro presidente do Brasil pelos 800 convidados do jantar que comemorou os 65 anos da CIP (Congregação Israelita Paulista). Foi aplaudido duas vezes, deu autógrafos e posou para fotografias.

O presidente Fernando Henrique Cardoso, que falou durante 35 minutos  sobre a importância da paz no Oriente Médio, encerrou sua participação na festa, cantando (no microfone) uma música em hebraico- "Le Dor Va Dor", que significa "de geração em geração". Henry Sobel, presidente do rabinato da CIP, fez a dobradinha com o presidente -cantou a música frase por frase para que FHC pudesse repeti-las sozinho.


O presidente, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), foram chamados ao palco -com Sobel e Ronaldo Heilbut, presidente da congregação- para entregar os prêmios de reconhecimento que a CIP ofereceu a alguns de seus membros. Todos, menos Marta, foram chamados a discursar. O presidente FHC recebeu da congregação o prêmio Le Dor Va Dor -que leva o mesmo nome da música que ele e Henry Sobel cantaram. Alckmin agradeceu a deferência da congregação para com os tucanos: "O cristão Mário Covas [governador, morto no ano passado" dizia que o rabino Sobel era o seu pastor. A boa tradição do governo continua".

Boné de Nova York
Daniel Daly, capitão do Corpo de Bombeiros de Nova York, que foi convidado para relatar a experiência de trabalhar na busca de sobreviventes dos ataques de 11 de setembro ao World Trade Center, presenteou FHC com um boné da sua corporação. O presidente o colocou na cabeça por alguns instantes.

Sentado na mesa reservada às autoridades, Serra acabou virando o centro das atenções. Três adolescentes lhe pediram autógrafos e, em tom de brincadeira, disseram que guardariam a folha para voltar a pedir a mesma assinatura depois das eleições. "Vamos valorizar esse papel com a assinatura de um presidente." Serra não se esquivou de ser tratado como futuro ocupante da Palácio da Alvorada.

Só não participou das piadas sobre o R$ 1,34 milhão encontrado na empresa da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL). Ao ouvi-las, preferiu virar de costas para o grupo. "Ele não pode rir disso", disse o secretário de Turismo de São Paulo, Marcos Arbaitman. Antes do jantar, os políticos- incluindo os ministros Francisco Weffort (Cultura), Paulo Renato (Educação) e Celso Lafer (Relações Exteriores)- participaram de um coquetel com representantes das empresas que patrocinaram a festa. Entre elas: Bradesco, Fiat, Porto Seguro, Grupo Vicunha, Grupo Suzano, Petrobrás, Hospital Samaritano e Laboratório Aché.


 

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