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NOSSO ALERTA:

a juventude está sendo despersonalizada


 

No dia 06/08/83, o jornal "HOJE - Jornal da Cidade", de Sete Lagoas, Minas Gerais, publicou uma tese, a seguir transcrita na íntegra, do ilustre professor ALBERTO LIBÂNIO RODRIGUES, que com sua ampla visão faz importante denúncia a todo o Brasil.

 

Cristo já dizia "Vinde a mim as criancinhas". Isto nos leva a refletir que Cristo, como um bom psicólogo, sociólogo e, sobretudo, pedagogo que era, preferia trabalhar com crianças e jovens, porque estes eram mais facilmente doutrináveis,, pois ainda estavam no período de formação de seu intelecto, ao passo que os adultos "cabeças-duras" (ou "cabeças-feitas") representavam um trabalho mais difícil. Ajunte-se a isto que a criança e o jovem de hoje é o adulto, o líder de amanhã.

Ademais, através do adulto, principalmente do mais velho, que está mais perto do final dos seus dias que os jovens e as crianças, a mensagem, a doutrina, pode andar, viver bem menos tempo, ao passo que, com o mais jovem, que tem uma vida inteira pela frente...

Além disso, o adulto ou o velho locomovem-se menos e com mais dificuldade: este, por cansaço, aquele, por ter de trabalhar, de cuidar da família, etc. O jovem, não. Ele é mais ágil, mais disposto, mais sociável. Ainda mais. Seu universo, portanto, é maior (apesar de estereotipado). Logo, seu poder de comunicação é bem mais amplo.

A juventude de hoje pretende querer carrear para si os "méritos" de ser rebelde, contestadora, revolucionária, etc. A juventude sempre teve o mesmo espírito, a mesma afoiteza, em todas as épocas, em todos os lugares, só que a juventude de ontem não tinha à mão, com tanta facilidade, as drogas, o carro do papai (houve a época em que nem carro existia, é claro), os motéis, a pílula, os meios de comunicação, e por aí vai.

Naquela época, a família vivia reunida (eu não disse realizada, necessariamente). Havia o chefe, o pai todo-poderoso. A mãe, uma semi-deusa, que seria de ele entre os vis mortais (os filhos) e o dono do Olimpo.

Verdadeira ou hipocritamente, todos ali, na família de ontem, reunidos á mesa do jantar ou ao redor da lareira, viviam mais felizes e seguros de si, amparados e presos nos laços da família, célula-mater da sociedade; havia mais calor humano (pelo menos perto da lareira); mais confiabilidade e apoio mútuo, mais responsabilidade, maior entrosamento e, conseqüentemente, maior poder de comunicação.

A juventude de ontem também foi rebelde e cheia de modismos com uma diferença: o jovem de ontem, considerado rebelde, é o que ousava brigar com os pais, matar aula, beber cerveja ou vinho escondido dos pais, deixar de ir à igreja... O jovem rebelde de hoje, o de "cabeça-feita", o moderno, é aquele que, quase sempre drogado, toma as chaves do carro do pai, e sai por aí em alta velocidade, joga o carro no abismo ou pior, tromba em outro veículo e mata, às vezes, uma família inteira...

Será que liberar é ser irresponsável, não se preocupar com os estudos, com o trabalho, renegar a família?

Será que realizar é viver no mundo cor-de-rosa das drogas, "viajando" para o além?

Será que o "sentimento de culpa" é sinônimo de irresponsabilidade?

Será que liberar e realizar é reunir-se com os filósofos intelectuais dos barzinhos e reformar o mundo, ali na mesa, diante das perfumarias e das drogas? (O pior é que esses revolucionários soldados dos bares acordam, no dia seguinte, com tanta dor de cabeça e mal-estar, que têm de ingerir alguma coisa, para recuperar "o equilíbrio da situação" e tentar lembrar-se dos planos que foram traçados na véspera, ou voltar lá, no bar, e começar tudo de novo).

Reformar o mundo é cada um cumprir sua parte no trabalho, na família, na comunidade. É amar o nosso irmão, porém sem subjugá-lo aos nossos vícios e às nossas tendências. Sem despersonalizá-lo, enfim. Mas não é amar apenas filosófica ou liricamente. É participar da vida dele, conhecer seu íntimo e caminhar com ele.

A DOUTRINAÇÃO HOJE

Os jovens não sabem que, sob esta falsa liberdade que lhes é concedida, uma poderosa trama de dependência e despersonalização está sendo urdida contra eles, de todas as partes do mundo. E depois, eu explico por quê.

Os jovens em sua maioria são "early-adopters", ou seja, aceitam facilmente, sem análise ou autocrítica, todo produto, toda idéia ou todo modismo que a televisão anuncia ou propõe. Isto porque, como dissemos no início desta matéria, eles estão em período de formação e buscam, avidamente, novas informações, sem se importar com sua qualidade.

E tem rapazes que andam por aí, como verdadeiros garotos-propaganda: toca-fitas e headphone; bip; blusão e calça de couro; camiseta; gorro; óculos escuros; tatuagem; luvas; tênis coloridos; cigarreira na cintura; bolsa à tiracolo. Tudo padronizado e, em sua maioria, da mesma linha ou fábrica que investe milhões em propaganda, para obrigar o jovem a ocupar cada parte de seu corpo com uma bugiganga, um fetiche, um modismo.

O jovem está tão dependente e vem sendo tão desonestamente manipulado que, ao ser inventada a pílula, que prometia liberá-lo sexualmente, paralelamente vieram as drogas para inibir sua atividade sexual ou incapacitá-lo.

Veio a liberação sexual, mas veio a masculinização da mulher e a feminização do homem, com a moda unissex, por exemplo, que por trás do fato de ser um sistema de merchandising altamente rentável, pretende que o rapaz e a moça de despersonalizem e percam, cada um, sua identidade sexual. Daí essa tendência maior que vem ocorrendo ao homossexualismo.

Um conhecido psicanalista dizia que o homem e a mulher são, cada um, duas "metades" isoladas e diferentes que se completam com a união de corpos e mentes, perenem duradoura e equilibrada. E tem mais: relações heterossexuais, homem e mulher, mulher e homem, para que uma metade possa completar a outra. A frustração sexual é tão marcante em nossa vida, que alguns teóricos dizem que tanto Hitler quanto Napoleão tentaram conquistar o mundo como compensação de algum trauma de origem sexual...

Com a despersonalização sexual vem a insegurança, a frustração, e a incapacidade para a auto-realização, sobretudo profissional. Ademais, o incentivo às relações homossexuais pode ser um recurso que objetiva também o controle da natalidade, no futuro, porque, afinal de contas, em relação sexual homem com homem e e mulher com mulher não consta que se possa gerar filhos.

Como dizíamos, "deram" a liberação sexual para o jovem, mas cobra-se dele a perda da identidade sexual. Encheram-no de fantasias sexuais, apenas, porque estas "fazem diminuir a capacidade intelectual, o desempenho mental, manual e, enfim, o potencial humano".

O corpo da mulher passou a ser explorado e comercializado em alta escala, a fim de que ficasse corriqueiro e deixasse de ser erótico para o homem e ele, gradualmente, vá perdendo o interesse pelo sexo oposto. No caso da comercialização da mulher, vejamos especificamente o caso da mulata que há muito deixou de ser o nome atribuído à graciosa mistura de raças entre certo povo de origem céltica (os portugueses) e aqueles a que, segundo Camões, "o filho de Climene negou a cor do dia" (os negros africanos). Hoje, mulata é profissão, dá dinheiro e representa parcela considerável da receita total arrecadada pelo turismo brasileiro. Preparadas, produzidas e embaladas para serem consumidas por um público heterogêneo, constituído, principalmente, de turistas estrangeiros, a mulata passou a ser um mero objeto de consumo tendo sido, inclusive, contrabandeada para o exterior e apresentada como exótica curiosidade tropical. Em sua vida de operária da noite e do entretenimento, a mulata luta para sobreviver em um ambiente sempre hostil e de desleal concorrência.

O menage-a-trois e o swing são também duas formas de embaralhar as cartas.

Aquele tem a missão de eliminar a privacidade do sexo. Este, provoca a derrocada dos padrões tradicionais da família.

Até na dança o esquema de "resfriamento" sexual funciona: das danças melódicas, suaves, de ritmo lento, passou-se às músicas barulhentas e aceleradas, que dispensam o contato corpo-a-corpo, como mais uma forma de eliminar o erotismo e a sexualidade de homem/mulher. E o barulho da música de hoje tem, ainda, a função de entorpecer os sentidos...

Como dissemos, a moda é outro fator de masculinização da mulher que, vestida como homem, não é tão atraente como se de saia, sandália, maquiagem... O negócio é anular todos os fetiches sexuais femininos.

O passo seguinte, em termos de moda, será feminizar o homem com trajes essencialmente femininos, auxiliados pela maquiagem, hábitos femininos, etc.

Até o banheiro unissex já existe, com a finalidade de tornar o sexo coisa corriqueira e sem importância: máquina apenas. Sexo é coisa sublime, pura, que encerra, sobretudo no prelúdio, o máximo do poder da comunicação entre dois seres.

OS TARADOS SOCIÁVEIS

A liberação sexual contribui, pelo menos, para o quase total desaparecimento dos "tarados", que, hoje, são normais, uma vez que todas as suas atitudes e desvios foram engajadas ao esquema e se constituem até em atrativo sexual, com diversos deles se oferecendo em anúncios de revistas eróticas, sendo que alguns cobram taxas por serviços especiais.

OS NOVOS RUMOS DA PROSTITUIÇÃO

Todos nós somos prostitutos, porque todos nos vendemos, todos temos nosso preço. Mas não me refiro a este tipo de prostituição, e sim àquela que leva a mulher a negociar seu corpo, especificamente.

Com a liberação sexual e a crise econômica, a prostituição ganhou novos rumos. Antigamente, ter uma filha grávida antes do casamento era até motivo de suicídio para o pai ou para a mãe ou, na melhor das hipóteses a filha era excomungada, esconjurada e banida do lar, como nos velhos dramalhões mexicanos.

Diante de tal situação a moça recorria à prostituição como forma de sobrevivência, e estava perdida para sempre.

Hoje, existem prostitutas que são arrimo de família, e enviam, regularmente, dinheiro para os pais e irmãos.

A liberação sexual e a quebra de diversos tabus como virgindade, casamento indissolúvel, e outros, trouxeram porém, benefícios, principalmente no tocante à recuperação social (automática) das jovens, que hoje, mesmo desvirginadas ou grávidas, não são banidas do lar e podem reassumir sua vida profissional e a social, no lar, com total apoio e compreensão da família.

Algumas se recuperam, e levam uma vida normal, "arranjam" casamento. Outras, porém, apesar do apoio moral da família, se prostituem, por vício ou por necessidade de sobrevivência, porém de uma forma bastante sofisticada: modelos pornô, atrizes pornô, massagistas, scort (acompanhantes), strip teasers, "bailarinas", etc.

As casas de massagens (alto meretrício) proliferam como também as agências de mulheres (e de homens) oferencendo seus "serviços" a domicílio ou em motéis. Tudo muito discreto e sutil, como gostam as famílias tradicionais.

SODOMA E GOMORRA

Diversas civilizações sucumbiram depois de haverem atingido o caos moral e social, que começou com a destruição da família; a quebra de tradições; o sexo grupal; o amor livre...

No caso de Sodoma e Gomorra, por exemplo, um emissário de Deus foi lá e avisou a todo mundo que, como castigo, as cidades seriam destruídas. Hoje seria drástico "destruir" este mundo corrupto e libidinoso que está aí.

O NOVO MESSIAS

Todo este esratagema que está sendo perpetrado contra o jovem, tem em vista transformar o mundo de hoje numa nova Sodoma e Gomorra, e permitir que uma determinada raça - uma das mais inteligentes do mundo - assuma os destinos da Terra, om a apresentação de um novo Messias, Salvador da humanidade.

Este povo é tão hábil, poderoso e inteligente, que vem se utilizando do mesmo recurso que os bárbaros usaram para destruir o Império Romano: estão fazendo deterioras os usos, costumes e tradições e infiltrando-se em toda a estrutura administrativa de todos os países do mundo, só que hoje, com dois novos poderes na mão: o dinheiro e os meios de comunicação.

O povo precisa de líderes e os cria, ou aceita passivamente aqueles que são criados,, tanto que isto reforça a pergunta clássica: "Será que foi Deus que criou o homem, ou este que o criou?"

Como toda mercadoria ou idéia, a imagem do líder desgasta-se com o tempo e é preciso renová-la. Assim é que, na época em que Roma dominava o mundo, aquele povo de quem lhes falei, achou que era hora de renovar a imagem de Deus - na terra - através do Messias, o Cristo. O povo estava meio descrente e a humanidade estava meio perdida. Afinal, ficar milênios acreditando num líder que ninguém via, era meio frustrante e desgastante. Urgia, portanto, colocar na terra, junto com os homens, um líder - divino - porém de carne e osso. E assim foi feito: o Messias apareceu, pacificou os ânimos da humanidade (Roma e Colônias) e renovou a imagem de Deus na Terra.

A intenção era outra ainda: através daquele Messias, os seus mentores pretendiam dominar o mundo, já àquela época. Porém viram depois, que era meio cedo para isso, pois Roma estava muito poderosa a desconfiada. Necessário se fazia eliminar aquele Messias que não mais servia aos propósitos de seus mentores, pois podia comprometê-los politicamente com Roma.

Para que isso não acontecesse, deixaram de reconhecê-lo como verdadeiro Messias, a fim de que ficasse aberto o espaço para que um dia, quando os ventos fossem mais favoráveis, pudessem apresentar o novo, verdadeiro e definitivo salvador da Humanidade. Não o reconheceram como o verdadeiro Messias, mas deixaram que o povo o fizesse, para que fossem plantadas as raízes do Cristianismo, alimentadas por eles até hoje.

Com base de tudo isso, duas profecias intimidadoras: "Um mil passará e dois não chegará" e "Ele há de vir julgar os vivos e os mortos".

Cumprir a primeira profecia, como dissemos, é meio drástico, pois implicaria em promover a destruição total do mundo, na qual esta raça de que lhes falo poderia sucumbir, também.

A segunda, então, é que foi considerada a ideal, porque irá assegurar-lhes o controle total sobre a humanidade, por mais mil ou dois mil anos.

Aí é que entra a justificativa do processo de despersonalização da juventude.

Quase nenhum velho de hoje estará aí no ano 2.000. Até lá os jovens de hoje já se transformaram em adultos e estarão comandando o mundo. Não serão, porém, líderes perfeitos, pessoas normais e com personalidade definida, porque as drogas deixaram seqüelas irreparáveis neles; os usos e costumes tradicionais foram deteriorados. A família será apenas um elemento passado, citada na literatura clássica ou nas obras de ficção. No conjunto, a humanidade estará uma zorra, clima ideal para o surgimento do novo Messias, que virá colocar tudo nos devidos lugares, julgar os vivos e os mortos, separar os bons e, com estes, formar uma nova raça, um novo mundo. (Não se alarme, ninguém, se perto do ano 2.000 todas as drogas forem liberadas, a fim de acabar de liquidar a turma).

Este povo de que lhes falo é tão hábil, que todas as suas tradições e padrões morais são mantidos à risca. No resto da humanidade é que vem promovendo, em todos os segmentos, a derrubada das tradições da família; a despersonalização da humanidade; o caos, enfim. Eles não, tem que se manter puros e intactos para não se deteriorarem.

O momento é de profunda reflexão e de atitudes conscientes e racionais, que permitam livrar a juventude desse esquema. Atitudes que permitam salvar a humanidade antes da chegada do novo Messias.

Nosso alerta é para os jovens, para os pais, para os políticos, para os líderes de opinião e principalmente, para os religiosos (verdadeiros).

Vamos todos, parar de fazer o jogo que nos está sendo imposto. O primeiro passo é eliminar o máximo possível de nossa vida a televisão e os demais meios de comunicação de massa ou, pelo menos, tentar selecionar melhor as informações que recebemos. O segundo passo, daí mais fácil, é parar de consumir exageradamente, para enfraquecer as multinacionais (e, até mesmo, para superar a crise).

O alerta está aí. Cabe a cada um de nós refletir se devemos continuar a ser teleguiados (e comprometer toda a nossa geração histórica) ou tentar salvar, se não o mundo, o país, o Estado ou nossa cidade, pelo menos nossa família e nossos amigos. (É óbvio que se cada um, individualmente, tentar salvar os seus, no conjunto toda a humanidade - menos um povo - estaria salva).

O curioso em tudo isto, sem querermos ser drásticos, é que todo aquele, religioso, ateu ou falso puritano, que tentar contestar intotum nossa tese, está intimamente concordando em continuar a fazer o jogo dos homens.

Não consigo, por ora, imaginar o biotipo do novo Messias. Seu nome, porém, deverá ser Sion, e a nova religião, derivada do Sionismo.

 

Retirado do http://abbc.com/ab/Nacionalismo/juventud.html.

 

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